Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Timor-Leste: FAÇAM HISTÓRIA, NÃO OS IDOLATREM!

ANTÓNIO VERÍSSIMO *

A AUSÊNCIA DEU PARA ME VINGAR… NA ESCRITA

Acabado de chegar, deparei com a Fábrica dos Blogs virada de pantanas, salutarmente, diria.
O espaço do Timor Lorosae Nação está quase integralmente entregue aos nossos prestimosos leitores e comentadores. Isso é aquilo que temos vindo a perseguir.
Vem um diz, vem outro contesta… e de contraditório em contraditório sempre poderemos apurar mais alguns novos elementos históricos e da actualidade dignos de constar para a posterioridade para o esclarecimento do passado, que tanto precisamos no presente e nos poderá ajudar a construir um futuro melhor… ou pior.

Não levem a mal por só agora ter chegado e meter logo o bedelho, mas é que também acho que para aqui sou chamado pelas ligações que tenho com Timor.
Acho muito bem que se avance FAZENDO HISTÓRIA – como diz o título – mas também considero que se é história assim deve ficar. Apurar as verdades, as realidades, os acontecimentos, é uma coisa, mas a pretexto disso fomentar mais ódios e desuniões acho que não será correcto.

Uns eram pró-Indonésia e outros não? Uns era comunistas e outros anti-isso? Uns estão vivos e outros estão mortos? Uns mataram e esfolaram e outros não?
Pois foi. É que, considero eu, todos tiveram muitas razões, as suas (deles) para agirem como agiram.
Considero que a culpa nem sequer foi dos timorenses mas sim da trampa de militares que estavam em Timor-Leste, nas chefias, bem entendido.
Obviamente que a reacção dos jovens que constituíram a Fretilin, essencialmente os inexperientes jovens, foi de querer a independência JÁ!
Fruto dessa inexperiência e Che Guevarismo da treta centenas de milhares de timorenses foram chacinados. A maioria pelos indonésios, mas uns quantos pelos seus próprios irmãos. Culpas têm os da Fretilin de então, da UDT de então, principalmente, mas também de outras organizações políticas que agiam mais pela socapa, caso da Apodeti.
Isso é história, isso é passado. Afinal, todos têm razão, mais coisa menos coisa. Praticaram-se excessos imensuráveis e inadmissíveis.
Contudo, o que aconteceu foi um problema interno, fratricida. Por esse motivo a comunidade internacional poderia – deveria – ter intervindo – mas para apaziguar e permitir uma transição democrática e pacífica para a independência. Cabia a Portugal fazê-lo. Aos militares da treta.
Cabia à comunidade internacional fazê-lo, aos EUA a coberto das UN, assim como á Austrália… nunca à Indonésia pelas provas existentes contra o regime de Suharto.
A conjuntura da época era assim, quem se tramou foi o “mexilhão”, os timorenses. A actual conjuntura ainda é assim mas com outras roupagens, quem se está a lixar continua a ser o “mexilhão”, os timorenses.

Aprendendo com a história o que será que podemos fazer para que os prejuízos do “mexilhão” diminuam?
Ora, pois, aqui é que está o busílis. Este é o mal de todos os povos: o que fazer?
Está mais do que provado que os regimes comunistas são todos uma grande trampa. Mas também está mais do que provado que os regimes capitalistas não são muito melhores. Podemos respirar um pouco mais à-vontade… mas isso ocorre na Europa, nos USA, na Austrália, Nova Zelândia, etc. Em Timor já não. Em África nem pensar, na Ásia também é uma miséria para a maioria dos povos, na América Latina é aquilo que se sabe, etc.
A maioria da população mundial vive mal! Vive? Sobrevive, quando sobrevive!
Na maior parte dos casos isto deve-se às divisões que são fomentadas pelas elites. As elites estão quase sempre ao serviço de uma espécie de governo mundial liderado pelos que têm aquilo chamado cifrão, consequentemente o Poder de preservar a “estabilidade planetária”. Preservando isto, dizem eles, salvam-se vidas… principalmente as deles, as suas grandes e faustosas vidas!

Não me venham cá com conversas de que estou a divagar, que me deu uma “louca”, porque estou cada vez mais convencido de que esta é a verdade.
Para combater este estado planetário de umas quantas centenas de indivíduos e corporações não sei como fazê-lo, mas sei que ao apercebermo-nos disso devemos andar sempre atentos com aquilo que nos rodeia e com as nossas próprias atitudes. A todos os níveis. Devemos pensar que se nós próprios não somos senhores de toda a verdade com aquilo que connosco se passa no quotidiano porque será que em alturas de eleições consideramos que este ou aquele, com aquela ou aqueloutra bandeira, é senhor da verdade? Devemos dar-lhe crédito (voto) só porque disse aquilo que gostaríamos de ouvir?
Quase sempre, quando se vota assim ou assado, isso acontece. Passados uns tempos estamos a chamar-lhes aldrabões. Ora, pois, ele disse aquilo que queríamos ouvir… mas com a experiência de vida nós sabemos que assim é e que depois ele, aquele ou aqueles em quem votámos, vão fazer o contrário das “promessas” e inventar as desculpas mais esfarrapadas para justificar porque não fazem o que prometeram.
Bolas. É sempre assim!
Evidentemente que trouxas são os que “embarcam” nas palavras dos “espertos” políticos, nós.
Este método de democracia não serve para nós mas serve para eles.
Que outro método se deve aplicar? Não sei! Quem saberá?
O problema não está nos métodos mas sim nas pessoas.
Exactamente por isso não as podemos defender cegamente, como muitos fazem.
No caso de Timor-Leste, como no resto do mundo, de nada adianta defender Xanana, Alkatiri, ou outros. Aquilo que se tem de exigir-lhes é patriotismo e para prová-lo só há uma maneira: não causar divisão entre os timorenses.
Teve razão Ramos Horta quando falou de um Governo de Unidade Nacional!

Tenho eu razão, assim sinto, quando passei a considerar Xanana Gusmão pernicioso para a evolução de Timor-Leste – que ele diz pretender.
Aquilo de que nos apercebemos, fora do país, foi a ocorrência de políticas baixas da parte dos sectores xananistas e da igreja católica relativamente a Alkatiri e à Fretilin. Se praticaram políticas baixas, hediondas, creio que isso foi bastante para provar que não tinham a razão com eles. Exactamente por isso não podiam esperar pelas eleições para derrubar o governo.
Alkatiri e a Fretilin estavam a governar mal? Provavelmente, muito provavelmente sim! De certeza que não estavam a fazer tudo bem.
Havia indivíduos que se aproveitavam das suas posições na elite para cometer ilegalidades? Pois que se acusassem esses indivíduos com provas!
Teriam de ser julgados em tribunal.

Infelizmente aquilo que deu para perceber foi que tudo estava a acontecer como quase em 1975: armarem-se para eliminar os adversários. Xanana por um lado – estou convencido que foi quem começou – Rogério Lobato por outro. E Alkatiri? Sim, não, talvez? Nada prova que sim. Já o mesmo não acontece com Xanana. Vimos indícios mais que claros das suas sucessivas “trapalhices”, para não lhe chamar outra coisa.

Toda esta lenga-lenga a propósito da história. Era bom que em Timor a história não se repetisse e que todos puxassem para o mesmo lado: para o bem-estar do povo. Isso é aquilo que não se vê. Nem anteriormente se viu!
No caso da Fretilin… herdou um país completamente destruído e até fez coisas razoavelmente boas, e bem, mas muitas foram declaradamente más.
Mais importante que regular a intromissão da igreja no ensino oficial, ou os efectivos militares, seria desenvolver as pescas, a agricultura, a indústria, o comércio e cativar investimento… Isso não foi feito com a paixão devida.
Mas lá por não ter sido, o senhor Xanana Gusmão não tinha o direito constitucional ou outro de aproveitar-se para jogar sujo! Isso foi aquilo que fez!

O senhor Xanana Gusmão, se fosse patriota como diz, o mais patriota dos timorenses, acabava com os seus ódios de estimação relativamente a Mari Alkatiri e á Fretilin… e vice-versa.
Porque estou convencido que o principal veneno vem de Xanana, pelas mentiras, pelas tangas, pelos golpes, pelo seu borrifar-se para os deslocados, pela sua escondida noção de incapacidade para governar um país… pela sua falta de honestidade para lidar com os crimes indonésios durante a ocupação, e… Chi, tanta coisa!
Já chega, fiquem bem e não alinhem no jogo deles. Não apostem cegamente nem num, nem noutro, nem noutros. Não os idolatrem. Sejam exigentes!

Parece que a minha ausência deu para me vingar na escrita. Reparo agora que está aqui em cima uma enorme prosa.
Não vou cortar nem uma cedilha ao texto, nem vou deixar que o façam. Aqui, neste blogue, sou eu que mando, na Fábrica o colectivo que se dê ao trabalho de aprovar a prosa ou não, publicar ou não publicar eis a questão. Quem quiser que a venha buscar. Eu hoje estou assim.
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* Também publicado em PÁGINA LUSÓFONA

INDULTO PRESIDENCIAL SUSCITA REACÇÕES DE REPÚDIO


O indulto concedido na semana passada pelo Presidente timorense, José Ramos-Horta, que inclui o ex-ministro do Interior e nove condenados por crimes contra a humanidade, foi recebido com repúdio por diferentes fontes ouvidas pela agência Lusa em Díli.
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Joni Marques, Gonçalo dos Santos, João da Costa “Lemorai” e Paulo da Costa, membros ou “associados” da milícia pró-indonésia Team Alfa em 1999, de Lospalos (leste), estão entre 94 indultados pelo Presidente José Ramos-Horta a 20 de Maio, dia da independência.
O indulto abrange também o ex-ministro do Interior Rogério Lobato, condenado em 2007 a sete anos e meio de prisão pela distribuição de armas a civis durante a crise política e militar de 2006.
Tanto Rogério Lobato, fundador das Falintil em 1975, como cinco dos nove ex-milícias integracionistas de 1999 incluídos no indulto, beneficiam de redução de metade da pena, ficando em condições de pedir a liberdade condicional.
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“Estou sem palavras. O Presidente é uma obstrução completa à justiça em Timor-Leste”, acusou Fernanda Borges, líder do Partido Unidade Nacional (PUN), em declarações à Lusa.
Fernanda Borges é presidente da Comissão A do Parlamento Nacional, que tem competência sobre assuntos constitucionais e direitos, liberdades e garantias, e nessa qualidade pretende apresentar um pedido de esclarecimento ao Governo sobre as informações e sugestões enviadas ao Presidente da República para o indulto.
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“É asqueroso indultar criminosos como Joni Marques e o seu grupo. Legalmente, o Presidente pode fazê-lo, mas é uma medida indefensável para os ideais da defesa da justiça”, afirmou à Lusa um especialista internacional em direitos humanos, com experiência de vários anos em Timor-Leste.
“A única lógica que vejo é a de que, uma vez que já não há ninguém preso na Indonésia pelos crimes de 1999 ou da Ocupação, o Presidente timorense decidiu nivelar pelo mesmo critério, por baixo, e dar aos timorenses a mesma impunidade de que gozaram os indonésios”, adiantou o mesmo especialista, que pediu o anonimato.
“É um nivelamento por baixo”, acrescentou. “O indulto é ainda mais indefensável porque o relatório ‘Chega!’ (da Comissão de Acolhimento Verdade e Reconciliação-CAVR) nunca foi discutido pelo Parlamento”, explicou o mesmo especialista à Lusa.
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Também Pat Walsh, do secretariado da pós-CAVR (a comissão funcionou entre 2002 e 2005), manifestou informalmente a sua condenação pelo indulto presidencial, em declarações proferidas na semana passada durante um encontro inter-religioso em Díli.
“Crimes como os de 1999 não foram apenas cometidos contra indivíduos mas contra valores e sistemas de justiça, ou de moral”, analisou Pat Walsh nessa ocasião.
“O perdão de José Ramos-Horta aos seus agressores (em Fevereiro de 2008) é muito bonito, mas como chefe de Estado ele tem que defender os interesses dos cidadãos, incluindo das vítimas”, explicou também Pat Walsh, um veterano da causa timorense de há mais de três décadas.
Um outro activista de direitos humanos envolvido no processo da antiga CAVR, e que pediu o anonimato, declarou à Lusa que “se houvesse uma sondagem de opinião honesta, a maioria dos timorenses não concordaria que o sistema (judicial) fosse comprometido desta maneira”.
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Para um magistrado envolvido em vários dos processos que agora receberam indulto presidencial, “o decreto é uma amnistia encapotada”.
“É uma lei de calculadora na mão, porque os critérios foram arranjados para encontrar as reduções de pena necessárias para casos individuais, e não o contrário”, acrescentou o mesmo magistrado.
“No centro dos ‘critérios’ está, claramente, o caso de Rogério Lobato. Os outros nomes compõem o ramalhete”, acusou a mesma fonte judicial, que falou sob anonimato.
O magistrado salientou que o resultado directo do indulto presidencial será “a saída precoce em liberdade de dezenas de violadores e homicidas”, uma vez que são esses os crimes mais frequentes em Timor-Leste.
“Os condenados por crimes contra o património são uma minoria na lista dos 94 indultados”, declarou o magistrado.
“Há condenados por crimes contra a vida e outros direitos fundamentais que vão voltar à rua depois de apenas alguns meses na prisão, porque as sentenças iniciais já eram baixas em relação à gravidade dos crimes”, alertou o mesmo magistrado.
Essa desproporção entre crime e pena tem a ver com a valoração relativa do Código Penal Indonésio, que é mais duro com crimes contra o Estado, por exemplo, do que com crimes contra o indivíduo.
O magistrado sublinha também que o indulto de 20 de Maio foi o terceiro indulto presidencial em menos de um ano.
“Num país de grande violência como é Timor-Leste, um indulto assim tem consequências pesadas para a sociedade, em impunidade e em insegurança”, concluiu o magistrado.
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O Programa de Monitorização do Sector Judicial (JSMP), que acompanha em detalhe todo o sistema jurídico timorense, chamou a atenção para as “muitas ambiguidades legais e linguísticas” do decreto presidencial.
“O que é claro, no entanto, é que a redução generalizada de sentenças ameaça desvalorizar o papel dos tribunais e minimizar a gravidade dos crimes cometidos”, notou o JSMP num comunicado.
“Até a verdade não é suficiente, mas nem sequer a isso chegámos, e à justiça ainda menos”, resumiu o activista da CAVR sobre o último indulto presidencial.
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PRM/LUSA

"TIMOR NÃO ESTAVA MINIMAMENTE PREPARADO PARA A INDEPENDÊNCIA"

Tropas indonésias entram em Batugadé, 1975
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Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "FAZENDO HISTÓRIA...":
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O "espertalhão" do Aikurus ainda não percebeu, depois de tudo o que se passou após a tal declaração unilateral de independência da Fretilin e subsequente invasão da Indonésia, que Timor NÃO ESTAVA preparado para a independência em 1975.
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Deixemo-nos de ilusões!!! Já em 2002 quando Timor já possuía uma inúmera quantidade de "doutores" a verdadeira independência, para além de uma bandeira e hino nacional, está a ser tão difícil fará então em 1975 quando Timor tinha somente um punhado de quadros médios sem qualquer experiência de auto-governação, tinha somente uns tantos quilómetros de estradas alcatroadas e nenhuma, repito nenhuma universidade no território para formar os futuros quadros Timorenses.
O senhor Aikurus é um daqueles que não beneficia em nada do "hingsight" e é incapaz de analisar até depois dos factos.
O que a "independência imediata" da Fretilin conseguiu foi só o seguinte:
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1- Facilitou imenso o "lavar de mãos" do governo Português de então que queria livrar-se todo o custo de todas as responsabilidades que tinha como potência administrante em conduzir uma descolonização RESPONSÁVEL de uma colónia sua que tinha sido negligenciada a todos os níveis durante 450 anos.
2- Precipitou a invasão Indonésia que já ameaçava reagir perante um Timor-Leste governado por uma forca politica da esquerda e logo na altura em que a conjuntura politica internacional não era nada favorável á formação um potencial estado esquerdista.
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Hoje já está mais que visto que a tal politica Fretilinista da "independência (imediata) ou morte" não podia, em 1975, proporcionar a Timor outra coisa senão a morte exactamente da maneira como aconteceu.
E tem a coragem (talvez a estupidez) o Aikurus de citar esse facto como se fosse algo de se gabar. Tanta parvoíce!
Apesar de não ser ou nunca ter sido da UDT, reconheço com o beneficio do "hingsight" que a proposta desse partido de uma descolonização a longo prazo (10 anos) teria sido a solução mais razoável e mais bem pensada do que a tal "independência imediata".
Teria sido uma maneira de "forçar" Portugal a assumir as responsabilidades de potencia administrante e preparar Timor física e humanamente com o fim a auto-governacão. Talvez assim Timor pudesse ter evitado todas as infelicidades que resultaram de um total abandono e posterior queda nas mãos dos bárbaros invasores Indonésios.
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Não tenhamos ilusões! Os próprios subsequentes governos Portugueses admitiram essa "mea culpa" de tal forma a posteriormente assumirem a causa Timorense como sua e assumirem as responsabilidades a nível internacional por um destino mais digno e justo para Timor e para os Timorenses. Daí a luta diplomática em prol da independência de Timor que os posteriores governos Portugueses tão dignamente souberam conduzir com firmeza.
Reconheçamos!! Timor não estava MINIMAMENTE preparado para a independência em 1975 e a parvoíce do "independência imediata" só trouxe desgraça para o povo Timorense.
O Aikurus devia pensar um pouco mais antes de escrever. Ou será que é assim tão básico ao ponto de não perceber isto!
Por não o terem percebido em 1975 é que Timor tomou o rumo que todos sabem. O cúmulo da burrice é que já em 2008, volvidos 33 anos após os factos, o Aikurus ainda não conseguiu tirar as ilações da triste e negra história de Timor.
É muito triste!

Terça-feira, 27 de Maio de 2008

Hoje como ontem a mentira, a simulação e o sectarismo têm lugar

Manifestação comemorativa do 1º aniversário da Fretlin - Díli, 1975
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SAKUNAR SACANA deixou um novo comentário na sua mensagem "INJUSTAMENTE ESQUECIDA":
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As reacções ao artigo de Hélder da Encarnação, demonstram bem, que ainda depois de tantos anos, só os “eleitos” seguidores da Fretilin são Timorenses.
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O amor ao solo Pátrio continua a ser hoje como ontem a mentira que serve para redimir os assassínios de timorenses de outros partidos e não só, segundo a teoria de que “A mentira revolucionaria não é mentira”.
O branqueamento que a Fretilin deseja para a Historia de Timor sobre os anos de 1975, mostra o medo que tem os seus dirigentes, de que as almas dos assassinados, saiam das covas comuns para onde foram atirados como animais perigosos, e lhes venham disputar as cadeiras do poder que tanto desejam para si próprios.
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O Hélder teve a coragem de denunciar a tal simulação e o sectarismo ainda existente na sociedade Timorense e principalmente na classe politica do Pais. Como aceitar que um dos quinze “Mais Heróis” da luta para a libertação Nacional seja um senhor que segundo o próprio chefe do governo (Primeiro Ministro Xanana Gusmão) em tempos declarou:
“Lu-Olo? Bainhira 1978, lakon tiha base de apoio, ema barak mate, guerrilheiros sira kuase rende hotu. Hau lao ain tanan, buka sira, Luolo subar iha Builo. Hau mai Remexio tiru malu iha ne, ba fali Aitana neba, haruka maluk sira seluk ba buka sira iha Same ho Ainaro Luolo sei subar. Nebe lideransa Fretilin mak Luolo? Hau tama Fretilin Luolo APODETI.”
Porque o senhor Luolo é o Presidente da Fretilin tem que ser forçosamente um Herói?
Xanana declarou num dos seus últimos discursos como Presidente da Republica, mas esqueceu depressa:
“... Lu-Olo, estava escondido em Builó. Talvez estivesse a tecer o saco para guardar a bandeira da FRETILIN.”
Estarei a mentir falando de simulação e sectarismo?
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A MENTIRA DE VLADIMIR LÊNI
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A mentira de Vladimir Lêni, PRINCIPIO BASICO de alguns políticos Timorenses, principalmente dos ditos Kamaradas, será sempre usada em Timor, pois que de outra maneira não poderão Governar. Para eles os FINS JUSTIFICAM OS MEIOS, e podem ter a certeza que eles são mesmo, aquilo que dizem não ser.
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Gostaria de escrever aqui que o Hélder não tinha razão, mas, infelizmente seria uma mentira que iria revoltar até os mortos que nas suas valas comuns anseiam por Justiça. Mas a vida eh assim.
Manda quem pode, e quem fez os heróis da Independência, a tal Independência imediata da Fretilin que levou 25 anos, e um milhar e tal de mortos.
Numa coisa não concordo com o Hélder que os assassinados da UDT sejam também considerados heróis Nacionais. Talvez os possamos considerar só como Heróis do Partido, porque eles são de certeza MARTIRES DA PATRIA.

RAMOS HORTA INDULTOU MÍLICIAS TEAM ALFA


Na lista de 94 nomes indultados pelo Presidente da República timorense estão os primeiros e únicos condenados em Timor-Leste por crimes contra a humanidade, incluindo os quatro protagonistas do “julgamento de Lospalos”.
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Entre os nove ex-elementos de milícias integracionistas indultados por José Ramos-Horta no dia da independência, 20 de Maio, sobressai o de Joni Marques, acusado de alguns dos crimes mais cruéis cometidos antes e depois do referendo de 30 de Agosto de 1999.
Joni Marques, Gonçalo dos Santos, João da Costa “Lemorai” e Paulo da Costa, membros ou “associados” da milícia pró-indonésia Team Alfa (ou Tim Alfa), de Lospalos (leste), constituem, juntos, uma das cinco listas nominais do decreto presidencial número 53/2008.
Os quatro foram acusados de crimes contra a humanidade em Dezembro de 2000 pelo procurador internacional da Autoridade de Transição e foram os primeiros a ser julgados, a partir de Janeiro de 2001, pelo Tribunal Especial para Crimes Graves em Díli.
O “julgamento de Lospalos”, como ficou conhecido, foi um marco na história judicial do novo país, onde pela primeira vez se julgou e condenou responsáveis directos da campanha de violência que assolou o território em 1999.
Joni Marques, João da Costa e Paulo da Costa receberam penas cumulativas de prisão de 33 anos e quatro meses e Gonçalo dos Santos foi condenado a 23 anos.
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Na lista de crimes de que foi acusado Joni Marques e os seus colegas de milícia conta-se a tortura e morte de Evaristo Lopes, um membro clandestino das Falintil, a 21 de Abril de 1999, em Lospalos; ataques, deportação e movimentação forçada de população de várias aldeias de Lautém entre 08 e 30 de Setembro.
O rol de crimes inclui ainda o rapto e assassínio do jovem Aleixo Oliveira a 11 de Setembro, o assassínio de Alfredo Araújo e Calixto Rodrigues, a 21 de Setembro, e o conhecido massacre de freiras, padres, um jornalista indonésio e outros passageiros, num total de oito ocupantes da mesma viatura, em Lautém, dia 25 do mesmo mês.
“Estes crimes foram parte da onda de violência generalizada, orquestrada e enquadrada pelas forças armadas indonésias (ABRI, renomeadas TNI em 1999) e pela polícia”, considerou o Tribunal Especial que julgou Joni Marques e companheiros.
“As milícias pró-autonomia eram organizadas e dirigidas por uma organização paramilitar de enquadramento, as Forças de Combate da Integração (PPI), que tinha o apoio das TNI e da administração”, pode também ler-se no primeiro auto de acusação.
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No distrito de Lautém (com capital em Lospalos), as forças indonésias trabalharam em estreita cooperação com grupos armados como a Team Alfa, a BRTT (Barisan Rakyat Timor Timur) e a Pengamanan Swakarsa, grupos de “autodefesa” civil.
Joni Marques, detido em 31 de Outubro de 1999, foi comandante da milícia Team Alfa entre 1994 e 1996 e membro do Comando das Forças Especiais indonésio (KOPASSUS).
João da Costa “Lemorai” era membro da milícia. Paulo da Costa estava “associado” ao mesmo grupo, tal como Gonçalo dos Santos, segundo a acusação.
A Team Alfa, referida algumas vezes como Jati Merah Puti (que em bahasa significa “Autêntico Branco e Vermelho”, as cores da bandeira indonésia), foi criada em 1986 pelo capitão Luhut Panjaitan, do KOPASSUS, como força de recrutamento local contra a guerrilha das Falintil.
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Segundo a acusação, “membros da Team Alfa eram armados, equipados e treinados pelo KOPASSUS, actuando em operações mistas” de grande violência contra a população timorense.
Joni Marques foi um dos participantes de uma reunião na base de Laruara, a 03 de Setembro, onde se analisou a violência ao longo do ano de 1999 e se definiu a campanha seguinte, de retaliação contra a vitória da independência.
Relatos do “julgamento de Lospalos” referem “a grande crueldade” e “desumanidade” dos crimes da Team Alfa, com detalhes chocantes do massacre das freiras e padres na estrada de Lautém para Baucau.
Nessa ocasião, a eliminação das vítimas foi feita a tiro, em alguns casos à catanada e à facada, e terminou com o linchamento de um jovem que o grupo de Joni Marques tinha atado a uma árvore antes da emboscada à viatura dos religiosos.
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Joni Marques e os outros dois condenados a 33 anos de prisão receberam um primeiro indulto em 2004, do então chefe de Estado, Xanana Gusmão, actual primeiro-ministro.
A pena ficou reduzida a 25 anos.Com a redução da pena para metade (doze anos e seis meses) por José Ramos-Horta, todos os quatro nomes constantes do Anexo III do decreto presidencial estão em condições de pedir a liberdade condicional.
A cumprir pena há quase nove anos, Joni Marques e o seu grupo já ultrapassaram a barreira legal de meio da pena cumprida, que é de seis anos e três meses.
Beneficiam também de indulto presidencial, com redução de dois anos na pena, outros ex-membros de milícias integracionistas: Mateus Punef, Sixto Barros, César Mendonça e Januário da Costa.
Um outro ex-milícia, Mateus Lao “Ena Poto”, é abrangido pelo indulto presidencial com a mesma redução, mas na lista do Anexo II do decreto.
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PRM/LUSA

FAZENDO HISTÓRIA...

Comício da UDT em frente ao Palácio do Governador - Dili, 1974
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AIKURUS deixou um novo comentário na sua mensagem "INJUSTAMENTE ESQUECIDA":
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Para Hélder Encarnação
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Eu também não esqueci os acontecimentos de 75, o golpe da UDT de 11 de Agosto denominado Movimento Anti-Comunista cujo Comandante das forcas foi João Carrascalão, e o assalto à esquadra da policia tirando as armas com o apoio do Major Maggiolo Gouveia. O golpe previa a perseguição e assassinatos da liderança da Fretilin. Ao mesmo tempo o Presidente da UDT, Francisco Lopes da Cruz, agora Embaixador da Indonésia em Portugal, negociava com a Indonésia para a integração de Timor Leste.
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A independência de Timor é fruto do sacrifício de muitos timorenses, de todos os quadrantes políticos não se deve esquecer a luta liderada pela Fretilin que proclamou a Independência no dia 28 de Novembro de 1975. E só ver na foto a liderança da Fretilin.
A UDT não defendeu uma independência imediata mas sim mais uma colonização de 10 anos. É bom leres o manual da UDT. A Fretilin sim, defendeu a Independência imediata.
Tens que admitir a Historia e essa foi a Fretilin que sempre lutou ate á Independência durante 25 anos.
O que fizeste fora, na Austrália? Estiveste a dormir na sombra da bananeira e outros a lutarem, tanto no exterior como no interior!
Agora vens reclamar com a comida feita. Que ridículo, ainda tens esta lata, a pouca vergonha.
Estás em Timor, agora, és um grande oportunista! Só para aqueles que não te conhecem… Estás nos melhores dias para explorares melhor o povo de Timor Leste.
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Dizes “esquecer que há outros heróis em Timor”. HEROIS?
Desculpa, apenas fizeram o golpe, pegaram em armas, lutaram contra a Fretilin. São traidores, venderam a pátria á Indonésia com a assinatura da declaração de Balibó.
Isso mostrou a real intenção da UDT. Assim como da APODETI, Kota e Trabalhista -Integração na Indonésia.
Rui Lopes, da UDT, já o tinha feito antes em Suai com a integração de Suai à Indonésia.
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“Dizendo que a FRETILIN assassinou”
Já esqueceste dos assassinatos feitos pela UDT em Ermera no total de 200 timorenses pela família Madeira e Adão Exposto e outros. Alguns da Fretilin estão vivos sobreviveram deste massacre e os filhos podem contar.
Não perguntaste â família do Adão Exposto o que ele tinha feito com adeptos da Fretilin antes de ser morto.
“Vasco Senanes, Fernando Luz, Agapito Mariz, Coronel Lourenço, Casimiro, Maggiolo Gouveia, António Araújo Nélio Oliveira, César Mouzinho, José Oliveira, Luís Oliveira, Serafim dos Santos, Guilherme Exposto dos Santos, Adão Exposto, Águedo Inácio, Rogério Inácio.”Não quero esquecer também os irmãos Maia, os jovens Jerónimo (16 anos) e Rui (14 anos), que foram ambos mortos em Same!”
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Todos estes nomes participaram activamente no golpe da UDT - do Movimento Anti–Comunista.
Estavam armados foram presos e mortos. Não foram heróis da Independência, não lutaram pela libertação da Pátria, estavam a lutar para a Integração na Indonésia.
Por isso é que Mário Carrascalão, segundo homem da UDT, foi governador de Timor-Leste e embaixador da Indonésia, assim como o Presidente da UDT - Francisco Lopes da Cruz, actual embaixador da Indonésia em Portugal.A UDT mudou de “capa” para um independente Timor Leste, a UDT e o PSD.

INJUSTAMENTE ESQUECIDA

Díli - 28 de Novembro de 1975
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A independência de Timor é fruto do sacrifício de muitos timorenses, de todos os quadrantes políticos. Pelo menos, é o que os políticos dizem quando pretendem propagandear ao Mundo a unidade conseguida pelos timorenses durante mais de uma vintena de anos na luta travada com os indonésios.
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Antes ainda da entrada dos invasores indonésios, Timor encontrava-se a ferro e fogo, numa luta fratricida que dizimou muitos milhares de timorenses cujo único crime consistiu na liberdade de pensamento que defendiam ser um direito humano inalienável. Não o pensaram assim os fautores da independência unilateral de 28 de Novembro de 1975.
Milhares de timorenses - por haverem cometido o crime de querer um Timor independente diferente do que pretendia a FRETILIN e o Poder português saído da Revolução de Vinte e Cinco de Abril de 1974 – foram barbaramente assassinados por outros timorenses acobertados pelo revolucionarismo de cariz esquerdista.
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Pensava eu que passados mais de trinta anos sobre o ano nefasto de 1975, os líderes timorenses que hoje ocupam cargos políticos – após anos do que eu imaginava ser de profunda interiorização da fundamental unidade nacional feita à custa de sangue, suor e lágrimas de todo o povo, ao qual pertencem os militantes de outros partidos timorenses para além da FRETILIN - tivessem (finalmente!) concluído que a independência de Timor se deve a todos os timorenses e não só a determinado partido e a algumas personalidades políticas desse partido.
Julgava eu, animado do fervor patriótico que a todos os timorenses anima em dias de comemoração da independência a 20 de Maio – data a que pomposamente se denomina de restauração da independência -, que a liderança timorense teria coragem suficiente para incluir, nos seus discursos oficiais, na imposição de medalhas, de condecorações, da saudação aos mártires da Pátria, os mártires de outros partidos que pereceram às mãos da FRETILIN, antes ainda da invasão oficial pela Indonésia.
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Acredito também que os sobreviventes das masmorras de Aileu se lembram do sofrimento e dos terrores infligidos pelos revolucionários. Mas, se alguns prisioneiros se salvaram (alguns deles devido ao gesto de clemência de uns muito poucos revolucionários condoídos da sua má sorte) igual sorte não coube a tantos outros que jazem em valas que guardam milhares de restos mortais de militantes da UDT, da APODETI e do KOTA, quantos deles enterrados vivos!
Tem sido vã a esperança de que os líderes timorenses se imbuam da generosidade de reconhecer que, para além dos mortos às mãos da Indonésia, timorenses houve – e foram milhares! – que sucumbiram às mãos dos revolucionários da FRETILIN.
E assim é que, ano após ano, em cada 20 de Maio da comemoração da independência, se prestam loas, se curvam, se referem os nomes de militantes da FRETILIN e se esquece de que timorenses houve que mataram outros timorenses cujo único crime foi pensar um Timor livre mas diferente.
E é por isso também que, ano após ano, vou perdendo a crença de que a unidade nacional é real, é interiorizada, é sentida.
Assim será enquanto permanecerem propositadamente esquecidos nomes dos que foram barbaramente assassinados pela FRETILIN, numa tentativa da liderança de falsear a História branqueando aqueles que ordenaram as execuções.
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Mas, se a liderança timorense, se os detentores do Poder político de hoje continuam a ignorar o nosso contributo para a independência de Timor, se todos teimam em esquecer os nossos mortos, gritemos a nossa revolta ao Mundo – apesar do esquecimento do Senhor Presidente da República Ramos Horta num gesto consequente de gesto igualmente revelador da vontade do seu antecessor Xanana Gusmão de esquecer que há outros heróis em Timor - dizendo que a FRETILIN assassinou Vasco Senanes, Fernando Luz, Agapito Mariz, Coronel Lourenço, Casimiro, Maggiolo Gouveia, António Araújo Nélio Oliveira, César Mouzinho, José Oliveira, Luís Oliveira, Serafim dos Santos, Guilherme Exposto dos Santos, Adão Exposto, Águedo Inácio, Rogério Inácio. Não quero esquecer também os irmãos Maia, os jovens Jerónimo (16 anos) e Rui (14 anos), que foram ambos mortos em Same!
Muitos outros nomes ficaram por ser aqui referidos mas, para ilustrar, a barbárie de 1975, estes exemplos são bastantes!
Se restarem dúvidas sobre a verdade histórica, há sobreviventes que vivem em Timor, em Portugal e na Austrália que ainda não conseguiram esquecer os maus-tratos, poderão prestar esclarecimentos e apontar os nomes e as caras dos seus algozes!
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Assisti à condecoração de Mari Alkatiri e de Ramos Horta e pensei que também os líderes da UDT que lutaram por Timor seriam condecorados. Mas não. Deles não consta a lista de heróis do então Presidente Xanana Gusmão. Nem sequer do actual Presidente.
Considero de elementar justiça atribuir a condecoração pelos trabalhos prestados durante os anos da Resistência na diáspora a João Carrascalão, Domingos Oliveira, António Nascimento, Lúcio Encarnação, entre tantos outros.
Ou que, Manuel Carrascalão, activista e fundador do Movimento para a Unidade e Reconciliação do Povo de Timor-Leste (MURPTL) defensor acérrimo do Referendo em Timor, fosse reconhecido como personalidade histórica e por isso o condecorassem.
Mas, ano após ano, as condecorações, os cumprimentos e as homenagens limitam-se a personalidades da área da FRETILIN, contribuindo para o descrédito da vontade de construir uma Nação onde todos os timorenses tenham lugar e vejam reconhecidos os seus méritos, o seu trabalho, o seu esforço.
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Não compreendo como nunca se nomeia Francisco Gonçalves, com o nome de guerra Mali Iku – operador de transmissão, o único que, na Ponta Leste, decifrava os códigos políticos do comissário político Juvenal Inácio, Será Kei; ou Rui Gonçalves, que tinha o nome de guerra de Ximangano Mac Mahon e foi um prisioneiro político de Aileu que, depois da invasão, pelas suas qualidades de liderança, ascendeu a comandante da guerrilha e Delegado Político.
Se o Senhor Presidente da República actual, se o Presidente da República anterior os esqueceram, tal como os esqueceram os deputados ao Parlamento Nacional, nós não os esqueceremos!
Se outros esquecem, cabe-nos a nós, militantes da UDT, lutar - sempre! -, para que o Mundo não esqueça que outros heróis existem para além dos que anualmente são propagandeados pelos actuais líderes timorenses e pela própria FRETILIN.
Se a esperança deve prevalecer, então direi que continuo à espera que Timor seja um dia a Pátria que entre os seus braços vai acolher todos os seus filhos independentemente da sua raça, credo ou convicção política! E que então ninguém mais se sentirá injustiçado, marginalizado, ignorado, numa desnecessária demonstração de desprezo.
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Maria e Olho Vivo: PONTOS DE VISTA...


Maria deixou um novo comentário na sua mensagem "O PEQUENO MUNDO DE XANANA GUSMÃO":
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Que grande mundo
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Este com Indonésia, Austrália e todos da região da ASEAN, do Pacífico Sul e da Insulíndia, 500 milhões de habitantes, que grande desafio para Timor integrar-se neste mundo cheio de culturas e beleza.
Juntem-se a nós. Venham, há lugar para todos. Venham, juntem-se a Xanana, há espaço.
Saiam do blogue…libertem-se!
Vejam o mundo, saiam do ‘Planeta Alkatiri’ onde o oxigénio da verdade se esmoreceu. Saiam, libertem-se... por favor!
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Olho Vivo deixou um novo comentário na sua mensagem "O PEQUENO MUNDO DE XANANA GUSMÃO":
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Oh Maria, mas que obstinada que é!
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Conclui que afinal o Pequeno Mundo de Xanana, Indonésia e Austrália, é grande e maravilhoso mas depois convida-nos a sair do blog? Mas este blog até é democrático. Publica as suas mentiras e não mentiras!
"Uma mentira para ter consistência tem de ter um pouquinho de verdade", é a sua técnica.
Mas... o blog? Sairmos do blog? Porquê, ainda a incomoda? Gostaria de acabar com ele?
Esperemos que a Fábrica não lhe faça a vontade. Comprovadamente aqui todos têm direito à palavra e cada vez mais me inclino para que o senhor Xanana Gusmão é um embuste enorme!Não conseguem provar o contrário.
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Falam mal de Alkatiri para "limpar" Xanana? Mas o que importa é provar que todos, a maioria, está enganada relativamente ao patife do senhor Xanana e isso não foi provado.
Alkatiri não presta? Mas isso não prova que Xanana presta!
Se prestasse não teria a ridícula confiança de somente um quarto da população quando anteriormente era o "maior" e até dizia antes dos resultados eleitorais que não queria 100% dos votos.
Xanana é um embuste. Para a comunidade internacional e para os timorenses. Não há volta a dar-lhe, nem Marias ou Manéis que consigam provar o contrário, apesar de o tentarem, mentindo e desviando a conversa para Alkatiri e a Fretilin e mais quem se lhe oponha.
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Sairmos do blog? Mas a vossa verdade está fundada em embustes e golpes miseráveis e agora saímos do bom para ir para o engano?
A Maria já aqui manifestou a sua veia racista - relativamente ao Iémen, de onde é descendente Alkatiri - e agora quer ver se saímos (abandonamos) do TLN? E vamos para onde? Para a sua mentira e embuste xananista e criminosa?
Oh Maria, francamente! Estamos bem neste blog... que até é democrático e divulga todas as opiniões e contraditórios.
Vá ao "médico", Maria, cure-se dessa xananite aguda.

D. XIMENES BELO EM ALBUFEIRA


De 28 de Maio a 1 de Junho, Albufeira é palco do I Encontro Escolar Inter e Multicultural, onde vai marcar presença D. Ximenes Belo, bispo católico timorense que, em conjunto com José Ramos-Horta, foi agraciado com o Prémio Nobel da Paz de 1996.
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Com esta iniciativa, o município de Albufeira e o projecto “Nós e o Mundo” da Escola Secundária do concelho pretendem expor, debater e solucionar questões relacionadas com as influências culturais no município.
Refira-se, o Ano 2008 foi escolhido, pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da UE, como o Ano Europeu do Diálogo Intercultural (AEDI). Neste âmbito o lema escolhido para o Ano foi ‘Juntos na Diversidade’.
O I Encontro Escolar Inter e Multicultural vai decorrer no Auditório Municipal e no Parque de Estacionamento em frente ao Tribunal, das 10 às 22 horas.
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FOME NO TIMOR INDONÉSIO


Mais de 91 por cento dos lares na parte indonésia de Timor estão a sofrer fome e níveis alarmantes de malnutrição, devido ao acesso inadequado à comida, indicou ontem um relatório da agência humanitária Church World Service (CWS), que faz parte da família ecuménica do Conselho Nacional de Igrejas, dos Estados Unidos.
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Em quatro distritos de Timor Ocidental, 50 por cento das crianças têm peso inferior ao normal, mais do que na generalidade dos países africanos, onde 21,9 por cento das crianças se inscrevem nessa categoria.
O CWS está a pedir a atenção mundial para a crise que se vive em distritos como Kupang, Timor Tengah Selatan, Timur Tengah Utara e Belu, cuja população totaliza um milhão e meio de pessoas, incluindo crianças que poderão morrer ou ficar com danos permanentes no seu desenvolvimento.
As plantações da zona têm sofrido os efeitos devastadores do aquecimento global, pelo que a maioria das crianças sofre de anemia.
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JORGE HEITOR - Jornalista, em exclusivo para o Forum Haksesuk

À atenção de Horta: RECORDAR, PELOS TORTURADOS E CHACINADOS


METAMORFOSES OU AMNÉSIAS DO PRESIDENTE DE TIMOR?
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Já vai algum tempo que Ramos Horta não se espalhava ao comprido. Provavelmente desde que esteve estendido e moribundo no chão perto de sua casa quando atentaram contra a sua vida.
Desta vez o espalhanço não teve essa gravidade, felizmente, mas não deixa de ser um enorme trambolhão e vir provar uma vez mais que é fácil falar da casa dos nossos vizinhos se esquecermos a nossa. Parece que foi aquilo que aconteceu com o Presidente da República de Timor-Leste na sua primeira visita oficial ao estrangeiro, a Singapura, para participar numa reunião da ASEAN.
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Supostamente vitima de metamorfose ou amnésia, o que sucede com alguma frequência, Ramos Horta tomou para si as criticas à Junta Militar da Birmânia que indubitavelmente são carrascos do seu próprio povo, salientando Horta que os militares carrascos deviam ser presentes no TPI e punidos pelos seus crimes.
A atitude soou bem nos órgãos de comunicação social de todo o mundo, soou bem aos corações dos jornalistas e dos que leram, viram e ouviram Horta defensor dos direitos humanos mas parece que todos esqueceram que este mesmo Horta não mexe um dedo em sua casa, no seu país, para propor exactamente o mesmo para os carrascos indonésios que torturaram e chacinaram os timorenses durante mais de duas décadas e culminaram esses actos certamente puníveis pelo TPI com mortes de centenas e destruição do país que os recusou num acto de coragem pronunciado num referendo cujos resultados deviam ter sido convenientemente protegidos pela ONU, mas não foram.
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Para efeitos de reavivar a memória dos "esquecidos", dos responsáveis timorenses - alguns bastante desavergonhados - e principalmente de Ramos Horta, passamos a inserir um longo mas claríssimo texto sobre os "torcionários-amigos-indonésios" que estão livres do TPI por concordância e indiferença também de Ramos Horta.
O texto será intercalado com algumas fotografias mais chocantes. Tão chocantes como a aparente metamorfose ou amnésia do PR timorense nas suas declarações em Singapura.


INFORMAÇÃO DIVULGADA PELA UNIDADE DE CRIMES GRAVES
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CRIMES CONTRA A HUMANIDADE
ACUSAÇÕES AO EX-MINISTRO DA DEFESA DA INDONÉSIA
E OFICIAIS DE ALTA PATENTE DO EXÉRCITO DO TIMOR LESTE
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A Resolução 1272 de 25 de outubro de 1999 do Conselho de Segurança dasNações Unidas,
estabeleceu a Administração Transicional das Nações Unidasno Timor Leste- United Nations Transitional Administration in East Timor-(UNTAET) com total responsabilidade pela administração do Timor Leste,exercendo toda autoridade legal e executiva, incluindo a aplicação da lei.
A Resolução 1272 condena todo o tipo de violência e atos de apoio à de violência no Timor Leste e demanda que os responsáveis sejam levados a julgamento.
No relatório do Secretário Geral às Nações Unidas para o Conselho de Segurança datado em 17 de abril de 2002, o Secretário Geral declarou entre outras coisas, a Unidade para Crimes Graves da United Nations Mission of Support in East Timor (UNMISET) concentraria suas investigações naquelas pessoas que organizaram, ordenaram, instigaram, ajudaram de alguma forma, no planejamento, preparação e execução dos crimes.
No esforço de cumprir esse mandato, a Procuradora Geral Adjunta para Crimes Graves submeteu uma acusação no dia 24 de fevereiro de 2003 junto ao Tribunal Especial para Crimes Graves na Corte Distrital de Dili no Timor Leste.
A acusação indicia especificamente os seguintes indivíduos por Crimes Contra a Humanidade cometidos no Timor Leste durante 1999. As patentes e posições indicadas são aquelas do período de abril a setembro de 1999.

General WIRANTO (Ministro da Defesa, Comandante da Forças Armadas da Indonésia); Maj. Gen. Zacky Anwar MAKARIM (Chefe do Time Especial, General da Força Tarefa Adjunta); Maj. Gen. Kiki SYAHNAKRI (Comandante Das Operações da Lei Marcial no Timor Leste); Maj. Gen. Adam Rachmat DAMIRI (Comandante da Comando da Militar Regional IX/Udayana -abrangendo Timor Leste); Colonel Suhartono SURATMAN (Comandante do Comando Sub-Regional Militar 164 no Timor Leste, até 13 agosto de 1999); Colonel Mohammad Noer MUIS (Comandante do Comando 164-Regional Militar no Timor Leste, a partir de 13 de agosto de 1999); Lt. Col. Yayat SUDRAJAT (Comandante da Força Tarefa de Tribuana VIII; Comandante da Força Tarefa de Inteligência do Comando 164 Sub-Regional, Timor Leste); Governor Abílio José Osório SOARES (Governador do Timor Leste).

Como parte de um ataque sistemático e generalizado, Major Generals MAKARIM, SYAHNAKRI, DAMIRI, Colonel SURATMAN, Lieutenant Colonel SUDRAJAT e Governor SOARES são especificamente acusados na criação dos violentos grupos de milícias. Os 6 acusados cooperaram com a polícia, armando, financiando, treinando e dirigindo as milícias. Acusa-se que os recursos usados para o suporte das milícias foram desviados dos fundos do Governo Central. As milícias agiram junto com TNI numa campanha sistemática e planejada que caracterizam-se nos crimes contra a humanidade cometidos por todo o Timor Leste durante o ano de 1999.


A acusação alega que os 7 comandantes militares indonésios acusados em sua posições de autoridade de comando, são responsáveis pelos atos ou omissões de seus subordinados no exército indonésio e deixaram de tomar as medidas cabíveis para evitar ou punir os perpetradores desses crimes. Também acusa-se que, pela natureza da relação entre o exército indonésio e as milícias, os comandantes militares indonésios tinham efetivo controle sobre as milícias operando no Timor Leste e são responsáveis pelos crimes cometidos pelas
milícias.
Os acusados são indiciados por perseguição e homicídio de civis que julgavam ser apoiantes da independência para o Timor Leste. A perseguição consistia em homicídio, assaltos físicos, detenção ilegal, intimidação, incêndio premeditado e destruição de propriedades. Os documentos da acusação mostram mais 280 homicídios baseados nos testemunhos de mais de 1500 testemunhas. A acusação inclui 10 ataques mais significantes e ademais de 40 outros incidentes de homicídio antes e depois do referendum de 30 de agosto de 1999. Incluindo os seguintes ataques:

No ataque à igreja de Liquiçá, soldados da TNI, polícia Brimob e milícias cercaram a igreja onde civis se refugiavam. Na tarde de 6 de abril de 1999, a brigada móvil disparou contra a igreja e as milícias atacaram as pessoas ali. Como tentassem fugir do prédio, os soldados da TNI e as milícias dispararam contra a multidão matando homens, mulheres e crianças.
Em 12 de abril de 1999 em Cailaco-Distrito de Bobonaro, soldados da TNI e as milícias mataram 7 pessoas em dois incidentes. No primeiro incidente, soldados da TNI na presença de um oficial da TNI mataram três pessoas. No segundo incidente, 4 pessoas levaram tiros atrás de um posto de Inteligência Militar por um grupo de soldados da TNI e milicianos na presença de oficiais da TNI . Nos dias que se seguiram TNI e milicianos foram responsáveis por pelo menos mais
6 homicídios em Cailaco, todos supostamente apoiantes da independência.



É alegado que em 17 de abril de 1999, a manifestação de Dili foi organizada por comandantes da Forças de Luta pela Integração [PPI]. Presente na manifestação estava o Major General SYAHNAKRI, Cornel SURATMAN, Governador SOARES membros de milícias de todo o Timor Leste em frente ao prédio do Governo. Durante a manifestação, o vice Comandante da PPI Eurico Guterres, dirigiu-se à multidão reunida e ordenou à milícia que daquele dia em diante, haveria uma “procura e captura” de apoiantes da independência e levariam-nos a um “tribunal internacional” sob a ameaça de morte caso resistissem. No discurso, Guterres identificou a familia de Carraslão como traidores da causa da Integração . Depois da manifestação, soldados da TNI e as miiícias atacaram civis supostamente apoiantes da independência. No ataque à casa de Manuel Carraslão, 12 pessoas foram mortas pelos soldados da TNI e pelas milícias, incluindo o filho de Carraslão.
O ataque à Diocese de Dili ocorreu em 5 setembro de 1999. Alega-se que a TNI e os milicianos atacaram a Diocese e os civis ali refugiados, resultando na morte de pelo menos 11 civis.



Entre janeiro e setembro de 1999, a igreja de Suai tornou-se refúgio para os aldeões do distrito de Cova Lima fugindo do ataque sistemático e generalizados dos soldados da TNI e das milícias. Alega-se que em 6 de setembro de 1999, soldados da TNI, polícia e milícias atacaram civis desarmados dentro do prédio da igreja. O administrador distrital de Cova Lima estava presente durante o ataque e vestido com um uniforme da TNI, carregando um rifle. Durante o ataque, soldados da TNI e milicianos dispararam contra a multidão, matando homens, mulheres e crianças. Três padres também foram mortos no ataque. Corpos de 30 vítimas do ataque foram depois encontrados no Timor Ocidental.
No começo de setembro de 1999, alega-se que soldados da TNI e milcianos ao redor de Maliana forçaram civis a deixar seus lares. Apoiantes da independência foram levados ao Posto de Polícia de Maliana. Em 8 de setembro de 1999, um oficial da TNI identificou um número de apoiantes da independência abrigandos e no posto de polícia e mandou o soldados daTNI e milicianos os matarem. No ataque subsequente ao posto policial, pelo menos 13 apoiantes da independência foram mortos. No dia seguinte, um grupo comandado pela TNI perseguiu e matou outros 13 apoiantes da independência que haviam escapado ao cerco do posto policial.


Os homicídios de Passabe e Makelab ocorreram no distrito de Oecussi. Alegase que em 8 de setembro de 1999, soldados da TNI e milicianos atacaram 3 vilas no sub-distrito de Passabe, resultando na destruição das vilas e no homicídio de 18 pessoas.
Em 10 de setembro de 1999, soldados da TNI e milicianos atiraram e feriram com objetos cortantes 47 jovens que haviam sido retirados à força de suas vilas.
Os homicídios de Makelab ocorreram em 20 de outubro de 1999. Alega-se que soldados da TNI e milicianos capturaram civis escondidos na montanhas de Betunes. Foram forçados a andar até o mercado de Makelab onde foram detidos por soldados TNI e milicianos. Seis civis identificados como apoiantes da independência foram mortos à tiros. Mais tarde, naquele dia, outro apoiante da independência escondido nas montanhas de Betunes foi morto à tiros e facadas.



Batalhão 745 da TNI destacada no distrito de Lautem em 1999. Depois do anúncio do resultado do referendum, alega-se que o Batalhão 745 tenha levado a cabo um campanha de violência contra os civis do distrito de Lautem.
Soldados do Batalhão 745 perseguiram pessoas que julgavam ser apoiantes da independência resultando em destruição de propriedade, assaltos e , em alguns casos tortura e homicídio.
Entre 8 e 21 de setembro de 1999, soldados do Batalhão mataram 21 civis o jornalista holandês Sander Thoenes in Dili.
No distrito de Lautem, a milícia Tim Alfa criada em meados de 1980 e fortalecida em 1999 pelos soldados da TNI e pela administração civil para lutar contra a independência. Em 25 de setembro de 1999, alega-se que a Tim Alfa matou 3 padres, 2 freiras e 4 outras pessoas numa emboscada.
Membros da milícia pararam veículos num bloqueio e dispararam com rifles SKS. O veícculo
foi então empurrado ao rio com um granada dentro para assegurar que ninguém sobrevivesse.
A acusação também indicia os acusados por responsabilidade pelas
transferências forçadas de civis do Timor Leste ao Timor Ocidental, depois do anúncio do resultado do referendum em 4 de setembro de 1999. Aproximadamente 200.000 pessoas foram transferidas forçosamente de seus lares pra o Timor Ocidental.
Acredita-se que todos os acusados estejam na República da Indonésia.
Ordens de prisão foram expeditadas no Tribunal Distrital de Dili e serão encaminhadas ao Procurador Geral da Indonésia depois de recebidos. As ordens de prisão também serão encaminhadas para a Interpol uma vez que o Timor Leste tornouse membro da Interpol em outubro de 2002.


PERFIS DOS ACUSADOS
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WIRANTO deteve o título de General, Ministro da Defesa e Segurança da Indonésia [Menteri Pertahanan dan Keamanan, Menhankam] e comandante das Forças Armadas da Indonésia [Panglima Angkatan Bersenjata Republik Indonésia e a partir de 1 de abril, 1999 Panglima Tentara Nasional Indonésia].
Em 5 de novembro de 1999, WIRANTO deixou de ser Ministro da Defesa e Segurança e foi nomeado Ministro da Coordenação para Assuntos Políticos e de [Menteri Koordinasi Politik Keamanan, Menko Polkam] de 5 de novembro de 1999 a 7 de maio de 2000.
Está aposentado das Forças Armadas da Indonésia.

MAKARIM, deteve o título de Major General, vários cargos militares e foi membro de vários times especiais entre janeiro e outubro de 1999. Em janeiro de 1999, era um oficial vetereno no Quartel General das Forças Armadas da Indonésia [Pati Mabes ABRI].
A partir de julho de 1999 foi promovido a Chefe do Time Especial Força Tarefa Adjunta [Ketua Tim Khusus/Satgas AJU].
De maio até setembr de 1999 ele também era o chefe da Força Tarefa para a supervisão do referendum no Timor Leste [Tim Pengamanan Pensuksesan Penentuan Pendapat Otonomi Khusus Timor Timur, TP4 OKTT]. Em um dos cargos acima, MAKARIM também foi oficial de Liaison entre o exército e a Missão das Nações Unidas no Timor Leste [UNAMET].


KIKI SYAHNAKRI deteve a patente de General e servia como Assistente de Operações para o Efetivo do Exército [Asisten Operasi KSAD] de maio de 19888 a novembro de 1999.
Também serviu como comandante do Comando das Operações da Lei Marcial no Timor Leste [Panglima, Komando Operasi Penguasa Darurat Militer] em setembro de 1999 serviu como comandante Do Comando Militar Regional IX/Udayana [Pangdam IX/Udayana], cobrindo Bali,
Nusa Tenggara Ocidental, Nusa Tenggara Oriental e Timor Leste, de dezembro de 1999 a novembro de 2000 e daí serviu com Vice Chefe do Efetivo do Exércitof [Wakil KSAD] de novembro de 2000 a maio de 2002.
Aposentou-se das Forças Armadas da Indonésia.
ADAM RACHMAT DAMIRI deteve patente de Major General e servia como comandante do Comando Militar Regional IX/Udayana [Pangdam IX/Udayana], cobrindo Bali, Nusa Tenggara Ocidental, Nusa Tenggara Oriental e Timor Leste,
de junho de 1998 a novembro de 1999.


SUHARTONO SURATMAN Em todo o período apurado pela acusação até 13 de agosto de 1999, F.X. Suhartono SURATMAN detinha a patente de Coronel, foi entre junho de 1998 e 13 de agosto de 1999, comandante da Comando Sub- Regional Militar 164/Wira Dharma [Komandan Korem 164/Wira Dharma], Timor Leste. Em agosto de1999 SURATMAN foi nomeado Vice Chefe da Central de Informação das Forças Armadas [Wakil Kepala Puspen TNI] em agosto de 1999 foi promovido a General Brigadeiro.

MOHAMMAD NOER MUIS detinha a patente de Coronel e serviu como Comandante do Comando Sub-Regional 164/Wira Dharma [Komandan Korem 164/Wira Dharma], Timor Leste de 13 de agosto de 1999 até 3 de março de 2000. Em junho de 20001 MUIS foi nomeado Vice Governador da Academia Militar [Wakil Gubernur Akademi Militer] e promovido à patente de General Brigadeiro.

YAYAT SUDRAJAT o Tenente Coronel Yayat SUDRAJAT deteve múltiplas funções em 1999, incluindo a de Comandante da Força TarefaVIII Tribuana [Komandan, Satuan Tugas Tribuana VIII] e Comandante da Força Tarefa de Inteligência , Comando Sub-Regional Militar 164/Wira Dharma [Dan Satgas intelijen, Korem 164/Wira Dharma],Timor Leste.

ABILIO JOSE OSORIO SOARES era Governador do Timor Leste.

Nota: Apesar de não ignorarmos que as fotografias expostas certamente impressionarão familiares e amigos das centenas de milhares de vítimas, para além dos simples amigos de Timor, considerámos não dever evitar de expô-las de forma grave como grave será o facto de todos estes crimes e os que aqui não constam ficarem impunes pelos ditames de alegadas "conveniências" declaradas pelos maiores responsáveis do Estado Timorense! Pelo reavivar de traumas pedimos muitas desculpas aos que aqui vierem.

O simpático Timor-Leste e a tenebrosa junta militar birmanesa


RAMOS HORTA DEIXOU BEM CLARO
QUE O SEU PAÍS NÃO PRETENDE DE FORMA ALGUMA PARECER-SE COM MYANMAR
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José Ramos-Horta, Presidente da República de Timor-Leste e Prémio Nobel da Paz, declarou à Associação de Correspondentes Estrangeiros, em Singapura, na sua primeira deslocação ao estrangeiro desde que retomou funções, que o seu país espera entrar em 2012 na Associação de Nações do Sueste Asiático (ASEAN), mas que não quer de forma alguma ser uma sobrecarga para a região, um embaraço semelhante ao de Myanmar, a velha Birmânia.
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Ramos-Horta afirmou que o seu território está a melhorar a economia e até mesmo as instituições, de forma a ficar pronto para ser um membro de pleno direito da ASEAN.
Nenhum dos países do Sueste Asiático se opõe a que Timor-Leste entre para a família e o maior de todos, a Indonésia, destacou até um diplomata para ajudar a antiga colónia portuguesa nos preparativos da adesão. Gesto bonito por parte de quem chegou a querer ser mestre e senhor dos timorenses, que não se vergaram ao jugo de Jacarta.
Sem se deixar intimidar pelo facto de estar à frente do país que é ainda o menos desenvolvido de toda a região, José Ramos-Horta ousou pedir ao Tribunal Penal Internacional, que funciona na Haia, Holanda, para julgar os componentes da junta militar birmanesa por crimes contra a humanidade; eles que negoceiam em ópio e que não respeitam o resultado de actos eleitorais, como o de 1990.
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“Se eu fosse o procurador-geral do TPI, encontraria provas substanciais para começar a incriminá-los pelo que tem estado a acontecer nestes últimos 20 anos”, disse o Presidente timorense em Singapura, referindo-se à clique de generais de que o povo birmanês se encontra refém.
No entanto, ele opõe-se a que sejam impostas sanções aos países pobres, pois teme que quem mais sofra sejam as populações e não os tiranos que as dirigem, como os indivíduos que ao longo de três longas semanas atrasaram o mais que puderam a entrada de agências internacionais que fossem ajudar as vítimas do grande ciclone do princípio de Maio.
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Timor-Leste pode ser um pequeno país, com apenas um milhão de habitantes, ou pouco mais do que isso, mas os seus dirigentes gozam de grande simpatia internacional, como acontece com o tão mediático Ramos-Horta e também já aconteceu com o hoje primeiro-ministro Xanana Gusmão e com o primeiro bispo de Díli, D. Carlos Filipe Ximenes Belo. Simpatia que ninguém tem em relação aos títeres birmaneses, esses militares corruptos que desgovernam a seu belo prazer o maior dos estados do Sueste Asiático.
Só nos resta desejar que o tribunal dos homens ou o tribunal divino acabem um dia por julgar os ditadores que há quase meio século se perpetuam na Birmânia.
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FORUM HAKSESUK/JORGE HEITOR - jornalista do PÚBLICO

Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

INDULTO PRESIDENCIAL "VAI CONTRA A CONSTITUIÇÃO", ACUSA PUN


O indulto presidencial de 20 de Maio, que abrange o ex-ministro do Interior e vários condenados por crimes contra a humanidade, "vai contra a Constituição timorense", acusou hoje a deputada Fernanda Borges em declarações à agência Lusa.
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"O Presidente da República não justificou devidamente por que concedeu os indultos", acusou a deputada, líder do Partido Unidade Nacional (PUN) e presidente da Comissão A do Parlamento Nacional, que tem competência sobre assuntos constitucionais e direitos, liberdades e garantias.
Fernanda Borges exigiu hoje em plenário que o Parlamento peça "explicações ao Governo sobre as recomendações enviadas ao Presidente da República" para a concessão dos indultos.
Segundo Fernanda Borges, José Ramos-Horta "indultou crimes que vão contra o Estado e crimes horríveis e está a derrotar a Constituição que ele deve defender".
"Estou sem palavras. O Presidente é uma obstrução completa à justiça em Timor-Leste, particularmente quando se verifica que indultou presos que cometeram crimes que trouxeram milhares de vítimas", acusou Fernanda Borges em declarações à Lusa.
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O decreto presidencial, datado de 19 de Maio e com carimbo de entrada no Tribunal Distrital de Díli de dia 21, indulta 94 presos, em cinco categorias diferentes, que resultam em cinco listas de beneficiários de redução total ou parcial de pena.
Entre os 94 nomes indultados está o ex-ministro do Interior Rogério Lobato, condenado pela distribuição de armas a civis durante a crise de 2006.
São também indultados com redução de metade da pena quatro timorenses, incluindo Joni Marques, que pertenciam, em 1999, à milícia Team Alpha, de Lospalos (leste), acusados e condenados por um tribunal timorense por crimes contra a humanidade.
"O Presidente indultou crimes de 1999 que ninguém deve consentir e que foram condenados precisamente para que ninguém possa repeti-los", afirmou Fernanda Borges à Lusa.
"Essas pessoas foram condenadas porque o Estado tem a obrigação de proteger o povo. Onde está o carinho que o Presidente da República devia ter pelos timorenses?", questionou a deputada do PUN.
"A história de amor e de perdão de que ele fala, não é assim que a nação garante a justiça e a democracia", declarou também Fernanda Borges à Lusa.
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No seu discurso de 20 de Maio, "um dia de grande carga simbólica", José Ramos-Horta decretou a data como "um dia de reflexão, clemência, perdão, reconciliação".
No preâmbulo de quatro parágrafos do decreto presidencial, José Ramos-Horta explica que o 20 de Maio representa "o que há de mais belo na nossa alma, a crença inabalável na essência do ser humano enquanto reflexo da criação divina, que transporta consigo o Bem (sic) e que mesmo quando ele se desvia, a ele sempre torna porque tem o condão de se arrepender e o dom de se transformar na busca do seu caminho verdadeiro".
"Acreditar na pessoa humana, manter acesa a esperança apesar das vicissitudes, determinam que cultivemos a clemência, a tolerância e que saibamos estender a mão ao próximo para o ajudar a erguer-se quando caiu na sua dignidade", escreve também o preâmbulo do decreto presidencial.
"A impunidade não nos dá certezas para continuar a democracia", afirmou Fernanda Borges em resposta à abordagem de José Ramos-Horta.
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A deputada interroga-se sobre "o que vai acontecer aos crimes cometidos após 1999 que estão pendentes, incluindo os relacionados com o 11 de Fevereiro de 2008", quando dois grupos liderados pelo major Alfredo Reinado e o ex-tenente Gastão Salsinha atacaram o Presidente da República e o primeiro-ministro.
"Vamos também ter que voltar à campanha presidencial de José Ramos-Horta, onde ele vestiu a camisola com o Cristo e prometeu justiça. Nunca disse que ia indultar. Se tivesse dito, o (Francisco Guterres) `Lu Olo` ou o (Fernando) `La Sama` (de Araújo) ganhavam", acrescentou Fernanda Borges, referindo-se aos candidatos da Fretilin e do Partido Democrático.
A deputada do PUN defende que a Igreja católica, através dos dois bispos de Timor-Leste, se deve pronunciar sobre os indultos, uma vez que várias das vítimas da violência de 1999, em particular de Joni Marques e seus companheiros de milícia, eram clérigos e freiras.
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PRM/LUSA

A CASA BONITA DE LAHANE


Maria deixou um novo comentário na sua mensagem "MITOS, PODERES, AURÉOLAS, SANTOS E MENTIRAS?":

RESIDÊNCIA DO PM

O problema não é a casa bonita de Lahane…

Sérgio V. de Mello ofereceu a Xanana uma casa quando, na altura, ninguém mais recebeu casa do Estado.
Como sabia que a sua mulher queria mudar de Balibar?!
Havia muitos espiões à volta de Xanana. Por isso ele expulsou a Paula Pinto do gabinete da Presidência.
Paula Pinto era a única que tinha um número de telefone exclusivo, de ligação ao PM Alkatiri.
Todas as vezes que alguém se reunia com o Presidente Xanana, ela imediatamente telefonava ao PM Alkatiri, era só questão de minutos.
Alkatiri, com base na espionagem de Paula Pinto, acabou por impedir todos os membros do seu Governo, o Procurador-Geral da República e até o Comandante Geral da Polícia, de reunir com o Presidente Xanana.
Como consequência disso, o Presidente Xanana Gusmão deu instruções ao Governo da Noruega para cessarem, imediatamente, as remunerações pagas à Paula Pinto, espia de Alkatiri e mulher de Roque Rodrigues, e expulsou-a da Presidência.
Em Portugal, esta mulher não iria apenas ‘passear’, teria ido parar directamente à prisão. Só em Timor é que estas coisas acontecem…
Por isso, ela agora veste a "pele" de margarida e usa os meios mais ignóbeis para se vingar de Xanana Gusmão.

Sobre paredes e casas - acabe-se com os rodeios!
O problema é a situação de perigo e insegurança criada em Timor-Leste por Al-Katiri e sua clique, sobretudo desde que começou a última fase de ‘destruição’ do seu camarada Rogério Lobato.
A situação de perigo causada por Al-katiri merece considerações sérias e exactas quanto às melhores formas de proteger os líderes do Estado contra os golpes de Al-katiri.
Os atentados de 11 de Fevereiro foram um golpe de Al-Katiri, que está por detrás deles.
Se os mesmos tivessem resultado como esperado, teria sido ele o único beneficiário: eleições antecipadas para salvar-lhe a pele.
Caso contrário, Rogério Lobato iria falar e Al-Katiri ficaria enterrado.
Rogério concordou em ficar calado, com a promessa do seu camarada Al-katiri de o salvar, após as últimas eleições antecipadas, porque Alkatiri pensava, na sua fantasia, que iria ganhar e atribuir uma amnistia a Rogério, usando a sua maioria parlamentar.
Até já dizia que a votação era apenas uma formalidade porque iria confirmar a sua maioria absoluta, falando até dum "tsunami", lembram-se?
Mas, as suas fantasias caíram por terra!

Nas eleições presidenciais, Alkatiri foi humilhado porque o s