quinta-feira, 30 de Abril de 2009

BANCO MUNDIAL AVISA SOBRE A INSTABILIDADE EM TIMOR

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MARK DODD - The Australian - 29 de Abril de 2009 – Tradução de ZIZI TIMOR OAN

As forcas de segurança e os serviços públicos são politizados em Timor Leste, uma situação que ainda não foi conciliada e poderá dar origem ao regresso à instabilidade na instável nação, que é metade de uma ilha, disse um relatório do Banco Mundial.

No seu esboço do relatório anual, do qual o “The Australian” obteve uma copia, o Banco Mundial advertiu que as pobres decisões do governo e a má gestão fiscal são susceptíveis de conduzir a um desperdício crescente e à corrupção.

O papel dos consultores estrangeiros altamente bem pagos é também citado como um fator que minimiza a capacidade do governo. O relatório diz que os vários milhões de dólares que entram de comissão do petróleo e gás do rico mar de Timor, não conseguiu trazer qualquer diminuição da pobreza em Timor-Leste.

Timor Leste é a nação mais pobre do Sudeste Asiático. Quase metade da população do país, 500.000, vivem abaixo do limiar da pobreza. Este número compara-se com os 36% em 2001, um ano após o país ter ganho a sua independência.

O relatório também parece ser crítico com a comunidade de doadores, por estes terem falhado no combate à pobreza após uma década de assistência.

“Apesar dos esforços concertados por parte do governo e dos parceiros de desenvolvimento, os resultados do desenvolvimento humano permanecem baixos,” diz o relatório.

“Timor Leste está no 150º lugar dos 177 países no Índice de Desenvolvimento Humano (HDI) da ONU,” afirma o Banco Mundial.

A ajuda oficial da Austrália para o desenvolvimento de Timor Leste, em 2008-09 foi de $96.3 milhões, tendo esta ajuda focado o Estado de Direito e a promoção da estabilidade politica.

O relatório diz que o governo de Gusmão conseguiu alguns “sucessos notáveis” na manutenção da paz, apesar da tentativa de homicídio do presidente José Ramos Horta, no ano passado.

Várias centenas de tropas australianas continuam estacionadas em Timor Leste, a pedido do governo para garantir que a violência de 2006 não se repita.

Mas o Banco Mundial afirma que pouco foi feito para eliminar as causas subjacentes da instabilidade politica que irrompeu em violência sangrenta, deixando dezenas de pessoas mortas e mais de 100.000 pessoas deslocadas.

“Seria um erro acreditar que essas iniciativas louváveis eliminaram o risco de uma futura instabilidade politica,”afirmou.

“A longa ocupação de Timor Leste deixou a violência como uma forma habitual de lidar com conflitos e frustrações e pouco tem sido feito até agora para reconciliar antigos inimigos ou abordar sistematicamente o profundo trauma de duas gerações do conflito mortífero.”

“As forcas de segurança e os serviços públicos são propensos à politização ".

O desemprego permanece como um outro grande problema para o país, com poucas soluções à vista. Quase metade da população está abaixo dos 15 anos de idade, colocando uma grande pressão nos serviços básicos. Estima-se que cerca de 15.000 a 16.000 jovens entram no mercado de trabalho em cada ano, para preencher cerca de 500 postos de trabalho no sector formal, diz o Banco Mundial.

As políticas económicas do governo foram bastante criticadas, especialmente depois da decisão dos subsídios da importação do arroz, que resultou numa drástica redução da produção agrícola.

“A produção agrícola está entre as mais baixas da região Leste da Ásia,” diz o Banco. Em 2007…as famílias passaram uma media de três meses sem ter arroz e milho suficientes para comer.”
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12 comentários:

Anónimo disse...

Portanto os atentados de 11 Fevereiro de 2008, não foram, foi um? Certo. O senhor Mark parece o corneteiro de Mari Alkatiri... acreditam que quanto mais escreverem de que apenas aconteceu o atentado a Ramos Horta a coisa passa a ser verdade?

eheheh

Não se esqueçam que o pessoal não esquece e que de tanto baterem nesta tecla só aumentam a suspeição... e retirar a água do capote... já é tardíssimo.

Aguentem-se...

Quanto ao Banco Mundial... espremam que o sumo é curto...

Anónimo disse...

Os senhores do Banco Mundial tambem tende ter conciencia de que a ma gestao financeira e ma atuacao de procurement dos consultores e assessores internacionais e timorenses internacionais no Ministerio das Financas que nao seguem as normas de aprovisionamento do estado de Timor e nem se quer seguir tambem as normas do Banco Mundial ou estao mesmo a violar essas normas sao tambem culpa deles. Sim que a pessoa mais responsabel e a Sra Emilia Pires. E por outro lado tambem a Sra Emilia Pires esta a favorecer a sua colegar, companheira e irma do mesmo partido a Sra Lucia Lobato o qual anteriormente considera em si mesmo como um anjo.

Anónimo disse...

Bem...parece que a amizade entre o Banco Mundial e a ministra das financas acabou. Bem feito!
Esta mulher precisa urgentemente de demitir-se, ela e os tais chamados consultores sanguessugas, que apenas estao em Timor para beneficio proprio.
INCOMPETENTES!!!!!!!!!!!!!!

Anónimo disse...

Aposto que os bandidos vao dizer que, o banco mundial e da FRETILIN!

Anónimo disse...

ZANGARAM-SE AS COMADRES! E assim acaba uma bonita amizade regada de dores e dissabores.

Resta recordar os bons tempos em tudo era possível e se podia dar emprego para todos e fazer o que se quisesse.

É o que acontece quando se fazem promessas e não se cumprem!

Ainda há mais umas comadres que se irão zangar. Não percam os próximos episódios.

Anónimo disse...

Here is one key to KKN: money protects existing money; money restores lost money; money makes more money; money disarms, demoralizes or can be used to destroy the protagonists of combating bad money. Violence is the longest of the long shadows thrown by black money, which is probably, one way or another, most money in Timor. But money alone, including the lack of it, is also at the root of the decay of civil society since the early days of AMP Reformasi.

Anónimo disse...

Portanto andam ai os consultores como Ines Almeida, Rosa e Gloria que tao muito inteligentes e estao muito interessante com os CPV's, e pensam que os outro Timorenses sao malucos. O que e que esta por traz disso? Sabem que ha interesses. Vejam a alocacao dos fundos para os consultores na assistencia tecnica do Banco Mundial e estao a promover em si mesmo como se fosse peritos e expertos mais conhecidos do mundo com uma grandeza de experiencia. Assim Sra Emilia Pires argumentando que esta a recrutar consultores mais inteligentes do mundo. Como era a Sra Emilia em si como uma assessora mais inteligente que trabalhava no Ministerio do Plano e das Financas durante a governacao da Fretilin.

hahahaha...... e muito engrassado ....

Anónimo disse...

Se nao estou equivocado a Sra Emilia foi um dos assessores que conduziu o processo de feitura do Plano Estrategico Nacional de que a Fretilin tanto se gabou.

Anónimo disse...

"Aposto que os bandidos vao dizer que, o banco mundial e da FRETILIN!"

E não só... o The Australian também! Está tudo comprado! É uma pouca-vergonha!

Maubere Vaide Pajero

Anónimo disse...

"E não só... o The Australian também! Está tudo comprado! É uma pouca-vergonha!"

Mao e' esse o caso. O facto e' que o jornal The Australain sempre escreveu artigos a apoiar a Indonesia durante a ocupacao, e agora so pode escrever artigos contra Timor. Ja era assim tambem no tempo do governo Fretilin e e' assim agora no tempo do governo AMP.

O Sr Todd o muito em pescial o Greg Sheridan sempre alimentaram um odiozinho contra Timor, nao sei porque.

Anónimo disse...

Alias, o jornal The Australian foi o que mais atacou Mari Alkatiri em tempos passados.

Anónimo disse...

"Se nao estou equivocado a Sra Emilia foi um dos assessores que conduziu o processo de feitura do Plano Estrategico Nacional de que a Fretilin tanto se gabou."
Provavelmente porque naquela altura nao tinha planos para vender Timor.