Por GONÇALO TILMAN GUSMÃOOs mais “distraídos” poderão argumentar que as elites que se nos impuseram e continuam a impor-se estão de boa fé e que o seu objectivo é o mesmo que o de todos os timorenses, a paz, a justiça, a democracia e o progresso.
Na realidade os objectivos de todos nós serão esses mas os das elites governativa e dela próximo, que se estão cada vez mais a impor, divergem da maioria no modo como entendem a paz, a justiça, a democracia e o progresso, porque querem a paz à custa da nossa passividade fazendo seu o usufruto de aplicar a “sua justiça”, a “sua democracia” e o “seu progresso”, arrogando-se no direito de nos considerarem meras máquinas de voto para nos enganarem e os elegermos. A partir desse momento parece que desejam que deixemos de existir ou quase e se não o fizermos, se os contestarmos, passamos a ser indesejáveis ameaçadores da estabilidade, até mesmo no Parlamento se assiste a essa prática por parte da AMP, relativamente ao maior partido ali representado, à Fretilin, à oposição.
Devemos por isso de nos anular nas nossas opiniões e manifestações de discordância – como o caso na UNTL – ou se insistirmos as forças repressivas das polícias e dos militares caem sobre esses indesejáveis desestabilizadores.
Desestabilização foi como considerou o actual governante Gusmão uma manifestação que o partido mais votado em Timor-Leste (Fretilin) pretendeu efectuar, a que chamou Marcha da Paz. O democrata, justiceiro e progressista governante Gusmão, logo se arvorou em arauto do “seu sossego” e ameaçou de prisão todos que tivessem ideia de se associar à manifestação. Isso mesmo pode ler na imprensa. Fê-lo em nome da estabilidade do país, falsamente. Afinal, ele, Gusmão, que é um perito em causar instabilidade, como bem se viu em 2006 e futuramente se considerar necessário.
Sobre estas palavras, atitudes e ameaças o PR Ramos Horta nada disse que fizesse lembrar a Gusmão que não é inconstitucional os cidadãos e os partidos políticos manifestarem onde e quando quiserem, desde que observem as regras constitucionais. A elite, dona de Timor, da verdade conveniente e… dos petrodólares, entende-se quase sempre e neste caso também. A elite que agora até pretende ser dona da história da luta de libertação, com o objectivo de se enaltecer e disso tirar indevidamente dividendos estatutários e certamente financeiros, pelo menos vantajosos para os da sua classe social. Aos verdadeiros intervenientes, aos actores, aos que fizeram a história e ainda agora a continuam a fazer, mandam-nos lamber sabão e que se calem, são uns ignorantes!
Deparámos dias atrás com um presidente da República, Ramos Horta, que por certamente não ter mais o que fazer se lembrou de voltar às referências de um relatório da Amnistia Internacional e desmenti-lo no que concerne ao número real de IDP’s (refugiados) nos campos do mesmo nome e em bolsas ao redor de Díli, reduzindo o número estimado pela AI (40.000) para 4 mil IDP’s. O que é uma brutal irrealidade. Algo que só pode ser referido por um PR que parece passar mais tempo fora do país do que no exercício interno e conveniente do cargo para que foi eleito.
Também figura grada da elite que se nos tem imposto é Kirsty Sword Gusmão, citada neste TLN e referida com toda a justiça pela minha amiga Ana Loro Metan em texto a propósito da sua ida a Portugal, onde participará numa conferência sobre as mulheres timorenses da Resistência.
Obviamente que a senhora é livre de se expressar sobre aquilo que quiser e onde quiser. Assim como de viajar até onde a convidem desde que não o faça a expensas do Orçamento do Estado de Timor-Leste. Contudo, já não se lhe deve reconhecer o direito de pretender ser a vedeta de uma espécie de Banana Show que está a emergir em Portugal – com o conluio de certa comunicação social – falando das mulheres da Resistência sem se fazer acompanhar por alguma ou algumas que na primeira pessoa teriam muito para contribuir para essa tal conferência. Se luzes da ribalta tiverem de existir são nessas mulheres que devem de incidir e não sobre quem nem sequer é timorense e muito menos Resistente, apesar de dever ser-lhe reconhecido o estatuto de apoiante da causa pela libertação de Timor em determinadas etapas da contenda.
Faltam cerca de vinte dias para a referida conferência se realizar em Portugal (aqui no TLN poderá encontrar mais em baixo a referência em postagem), ainda há tempo suficiente para que essa conferência possa contar com uma ou duas mulheres da Resistência Timorense, para que elas estão aqui no país, possam fazer os seus relatos e apreciações sobre o referido período, possibilitando desse modo melhor transmitir o testemunho sobre o seu Papel na Resistência, assim como pronunciarem-se sobre a reconstrução do país, inevitavelmente sobre a situação actual. Talvez mesmo salientar que com a corrupção existente e também sustentada pelos vários casos conhecidos no governo cada vez mais se torna difícil a reconstrução ao ritmo que seria desejável para os timorenses. Quem sabe até, ainda referir sobre os muito milhões de dólares que alegadamente foram e estão a ser usados para a reconstrução de Timor… a par com inesperadas exibições exteriores de riqueza e ostentação conseguidos em meses por elementos dos partidos governamentais, do actual governo, seus familiares e amigos. Decerto que se a honestidade fosse ponto de honra desta governação mais, melhor e célere seria a reconstrução do país.
Aguardemos que Kirsty Sword Gusmão saiba não se fazer representante das mulheres timorenses mas sim que as leve para que intervenham. Seria desejável que a elite que representa abdicasse de serem os donos de Timor, da sua história baseada na verdade conveniente e dos petrodólares que andam a custear vidas de estranhos aos sacrifícios por que temos passado e continuamos a passar.
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10 comentários:
"Na realidade os objectivos de todos nós serão esses mas os das elites governativa e dela próximo, que se estão cada vez mais a impor, divergem da maioria no modo como entendem a paz, a justiça, a democracia e o progresso"
Cantigas da rua!! A verdade e' que a maioria dos timorenses aprova o atual governo e isso pode-se ver na paz e estabilidade que agora se ve como nunca se viu em Timor.
Os objectivos da maioria dos timorenses e' mesmo viver em pa e ssossego, mas os vosso objectivo e' de derrubar um governo para poderem voltar ao poder.
Pois tirem o cavalinho da chuva porque o povo timorense nao e' parvo e nao vai nas vossas cantigas.
No dia em que organizarem a vossa marchita logo verao o que o povo pensa das vossas aspiracoes e sede pelo poder.
Voces tem uma mente tao pequenina que ate faz as pessoas espantarem!!
Quano nos estivemos la fora o professor Barbedo Magalahaes e a senhora dona Luisa Tetonio Pereira fazia muito mais pela resistencia timorense do que a maioria dos timorenses da diaspora que estavam era a ganhar a vida ou a arranjar viagens sem pagar para passear pelo mundo para ir falar da resistencia. Principalmente os de 75.
A senhora Kirsty fez muito mais pela resistencia e pelo nosso povo do que provavelmente essa tal de Ana Loro Metan, que eh covarde porque diz mal da senhora Kirsty sem mostrar a sua cara e so anonima. Eu e alguns colegas que sofremos na Indonesia e eramos mesmo da resistencia (nao so de falar como os que escrevem este blog), nos devemos muito a senhora Kirsty que nos ajudou naquele tempo. E saimos orgulhosos por a senhora Kirsty representar a resitencia do nosso povo nessa conferencia.
"A senhora Kirsty fez muito mais pela resistencia e pelo nosso povo do que provavelmente essa tal de Ana Loro Metan, que eh covarde porque diz mal da senhora Kirsty sem mostrar a sua cara e so anonima."
Oh seu/sua grande animal!!!
Mas conhece a Senhora DONA ANA para estar aqui a chama-la cobarde. A Dona Ana e uma SENHORA digna timorense, por isso mesmo, como muitas timorenses, usa o anonimato. Nao gostam de se vanglorizar, porque nao andam a proucura de luzes da ribalta , como esta tal Kirty anda a fazer.A Ana nem sequer falou mal desta pseudo timorense, apenas deu a sua opiniao, e muito bem, sobre este circo criado pela Ana Gomes e a tal Kirsty.
Va mas e servir um cafezinho a sua patroa e lamber as botas do banana.
Seu ESTUPIDO!!!
Sera que essa tal anonima "Ana Loro Metan"nao e a sra.Ana Pessoa?
Ana Loro Mutin
"Oh seu/sua grande animal!!!
Mas conhece a Senhora DONA ANA para estar aqui a chama-la cobarde."
Mas esse e' que e' precisamente o problema a que o anonimo 18:42 se referiu e com todoa a razao.
Nenhum leitor a conhece porque ela nao da a cara.
A Ana Loro Metan tem a coragem de atacar a Kirsty quando ela fez aquilo que a Ana nunca sonhou em fazer pela resistencia timorense mas nao tem a coragem de dar a cara.
Pelo menos a Ana podia provar-nos errados e dar a cara para mostrar que afinal ela foi uma valente guerrilheira no mato porque assim era mais facil levar a serio as suas criticas a Kirsty.
Mas por outro lado se a Ana tivesse sido uma guerrilheira destemida nao teria medo de identificar-se...
“Mas por outro lado se a Ana tivesse sido uma guerrilheira destemida nao teria medo de identificar-se...”
Estás a defender com unhas e dentes a Kirst Sword. Só que nunca perdeste a ocasião de clickar no anónimo! Identifiques primeiro e assim obriga os outros a identifcar também! Até lá deves limitar os teus comentários do conteúdo e não na identificação da autora!
"Nenhum leitor a conhece porque ela nao da a cara."
Eu conheco.Senhora digna, poem esta australianazeca num cantinho...
E uma senhora com S grande...se soubessem as historias da Kirsty em Melbourne...uiiiiiiii.Andou de mao em mao...
"Eu conheco.Senhora digna, poem esta australianazeca num cantinho...
E uma senhora com S grande"
Isso e' o que dizes tu porque estas dentro do esquema propagandistico deste blog.
Mas como o resto dos leitores nao a conhecem, nem podem conhecer porque ela nao se identifica, nao podemos saber se ela e' realmente uma Senhora com S grande, se e' mesmo senhora ou senhor, o que ela/e(?) fez pela resistencia timorense, se fez mais ou menos que a Kirsty... Mais uma vez, nao se sabe porque nao tem a coragem de se identificar.
Alem do mais se fosse senhora com S grande nao teria problemas nenhums em se identificar. Pelo menos podia disfarcar um pouco melhor e usar um nome mais convincente, mesmo que falso, mas 'Ana Loro Metan' da logo a entender que esta a esconder a sua identidade o que levantava serias duvidas sobre essa historia de ser senhora com S grande.
"Alem do mais se fosse senhora com S grande nao teria problemas nenhums em se identificar. Pelo menos podia disfarcar um pouco melhor e usar um nome mais convincente, mesmo que falso, mas 'Ana Loro Metan' da logo a entender que esta a esconder a sua identidade o que levantava serias duvidas sobre essa historia de ser senhora com S grande."
Esta a falar da sua maezinha?
KoKo te, KoKo te, cu cu ru cu cu...
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